Fisioterapia, Lesões, Saúde

Aprender para saúde da mente e do corpo!

Recentemente participei de um curso com o então professor de Criatividade Murilo Gun que me deu vários insights – curso esse que recomendo muito!

No curso o Murilo faz um alerta para inteligências que nos foram bloqueadas ou que exploramos pouco na nossa cultura atual e que podem ser a chave para um viver mais criativo. Ele fala da importância de buscar inputs diferentes, novos aprendizados, para então combiná-los. A combinação improvável de inputs prováveis seria a chave para a criatividade.

Essa mensagem ecoou em mim porque eu tendo sempre ao estudo do mesmo. Dificilmente leio assuntos que não fazem parte do meu trabalho. Tenho provavelmente apenas 3 grandes temas que gosto de consumir. Talvez eu não esteja sozinha nessa prática considerando que nosso cérebro, grande gestor de energia, sempre busca os caminhos mais fáceis (nos faz acomodar) e por isso, sair da zona de conforto é um desafio por si só.

O neurocientista Pedro Calabrez, em sua palestra de nome “Acomodação é Morte”, que pode ser assistida pelo YouTube, também bate na tecla do aprendizado constante para a manutenção da saúde mental. Existem doenças associadas a essa acomodação mental.

Nessa mesma palestra o neurocientista traz a ideia problemática da dualidade de corpo e mente. Até porque ela não existe. A saúde da mente está completamente ligada à saúde do corpo.

Fazendo um paralelo para a saúde do nosso sistema motor acredito que essa constância de inputs novos e de aprendizados também seja benéfica.

Temos várias lesões que têm como causa principal a sobrecarga estrutural. A nomenclatura LER (Lesão por esforço Repetitivo) foi a primeira forma de nomeá-las. Depois tivemos as lesões associadas ao trabalho (DORT – Dores Osteomusculares Relacionada ao Trabalho). Enfim, repetir várias e várias vezes o mesmo movimento leva à sobrecarga e a sobrecarga leva à lesão.

Considerando que essas lesões são atribuídas à grande quantidade do mesmo movimento repetidas vezes, podemos, não apenas diminuir a quantidade desse movimento, mas modificar a qualidade dele para termos ganhos em saúde.

A ideia central é aprender sempre, ter um repertório vasto, para criar novos caminhos no cérebro. Um aprendizado motor constante cumpre esse papel assim como evita a sobrecarga das mesmas estruturas, seja no dia a dia, no trabalho ou na atividade esportiva.

Se na saúde mental precisamos aprender para transformar/melhorar nosso comportamento, na saúde física precisamos aprender para transformar/melhorar nossa função.

Quer mais saúde motora? Invista em movimento!

 

Abraços,

Marina Muller